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Resenha de O segredo do meu marido

  • Foto do escritor: Jhenifer Souza
    Jhenifer Souza
  • 16 de ago. de 2018
  • 3 min de leitura

Depois de ter lido pequenas grandes mentiras (um dos melhores livros que li este ano), fiquei doida para ler tudo o que a Liane escreveu. Como esse é o livro do #PamDeBel deste mês, só fez com que eu adiantasse a leitura (e ainda bem que eu fiz isso, meu deus do céu, to surtada!!!!). Esse livro é nada menos que uma obra-prima, desde a primeira página já me prendeu, porque a narrativa da Cecilia (uma das três narradoras) é totalmente deliciosa de ler. Também há o fato de que automaticamente me lembrei da Madeline de big little lies, depois percebi um padrão da autora, deduzi como seu modo de escrita.. como por exemplo, sempre ter mais de um narrador (mulheres, geralmente) e fazer de uma situação cotidiana algo muito maior e bombástico!!! A história é muito envolvente, a escrita da Liane é espetacular, eu fico chocada com o talento dessa mulher. A autora me fez questionar muitas coisas, enquanto lia me perguntei várias vezes se deveria odiar a pessoa que fez ~merda~ (queria dar spoiler, mas vou respeitar rs), isso é algo que alguns personagens questionam o tempo todo também. É muito louco. Além de Cecilia, temos Tess e Rachel como protagonistas e narradoras que, a princípio deu uma quebra de expectativa, pois a história em torno de Cecilia é mais interessante. No entanto, rapidamente fica clara a importância das duas (que são personagens maravilhosas também, apesar de seus defeitos e falhas que muitas vezes me fizeram revirar os olhos). Preciso dizer que o final me deixou desgraçadíssima da cabeça, porque é simplesmente GENIALLLLL. Eu preciso conversar com alguém sobre esse livro urgentemente. Não gosto muito do título e da capa do livro, mas isso é o de menos. Na hora de escolher as frases para colocar aqui foi muito difícil, porque era tanta coisa maravilhosa, algumas linhas de pensamento que faziam todo sentido.. a vontade era de copiar o livro todinho, mas eu me segurei.

"Eu realmente não entendo como os homens conseguiram controlar o mundo." "E, embora ela fosse gostar de ver o rosto de suas amigas manchado de rímel enquanto elas faziam um escândalo, abraçando forte umas às outras e soluçando diante de seu túmulo, numa orgia de sofrimento, realmente teria preferido descobrir todas as coisas que esperavam por ela no futuro." "Um filho é da mãe até arranjar uma companheira; uma filha é da mãe pela vida inteira."

"Era muito fácil esquecer o quanto as coisas eram ruins. Como o inverno. Como uma gripe. Como o parto." "Não tinha lógica, mas, quanto mais se conhecia alguém, menos nítida essa pessoa ficava. O acúmulo de informações a fazia desaparecer. Era mais interessante imaginar se alguém gostava ou não de música country do que saber a resposta." "Nenhum de nós conhece todos os possíveis cursos que nossas vidas poderiam ter tomado. E provavelmente é melhor assim. Alguns segredos devem ficar guardados para sempre. Pergunta a Pandora." Quote com SPOILER: "Um único ato poderia definir uma pessoa para sempre? Um ato cruel da adolescência invalidava vinte anos de casamento, de um bom casamento, vinte anos sendo um bom marido e um bom pai? Mate e você será um assassino. Era assim que funcionava para as outras pessoas. Para estranhos. Para as pessoas sobre as quais se lia nos jornais. Cecilia tinha certeza disso, mas em relação a John-Paul as regras eram difetentes? E se eram, por quê?"

 
 
 

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